Auschwitz - ensaio para uma explicação
Lido na "Rua da Judiaria":
“Primeiro vieram prender os comunistas, e eu não levantei a minha voz porque não era comunista. Depois vieram prender os sindicalistas e os socialistas, e eu não levantei a minha voz porque não era nem uma coisa nem outra. Depois vieram prender os judeus, e eu não levantei a minha voz porque não era judeu. Depois vieram prender-me e já não restava ninguém para levantar a voz por mim.”
Martin Niemöller, pastor luterano alemão, preso a 1 de Julho de 1937 pelos nazis e enviado para os campos de concentração de Sachsenhausen e Dachau
quinta-feira, janeiro 27, 2005
Idiota útil
Uma ‘definição’, para começar. Os termos ‘idiota’ ou ‘idiotas’ a partir daqui usados são-no na acepção popular (de parvo e afins) e não na definição etimológica de ‘pessoa (ou pessoas) com ideias’.
Ouvi, e já li, sem espanto, que Freitas do Amaral anuncia que vai votar PS no próximo dia 20 de Fevereiro. O fundador do CDS, que se definiu então como "rigorosamente ao centro", um dos pais do segundo governo de Mário Soares, o homem que regressou à liderança do partido para o ajudar a conduzir à quase ínfima espécie, o homem que polarizou a direita contra a esquerda e foi derrotado por Mário Soares, é agora apoiante do PS de Sócrates.
O senhor professor doutor confirma assim um caminho que se adivinhava há muito e que teve um dos episódios mais visíveis na sua grandiosa peça de teatro em que tentou demarcar-se do regime anterior ao 25 de Abril de 1974.
O senhor professor doutor nunca foi homem da minha simpatia. Nunca gostei do seu ar meio beato meio farisaico, não me esqueço do seu papel no fim da AD, quando transformou uma pequena vitória eleitoral numa enorme derrota.
Não me esqueço dos contornos da campanha eleitoral presidencial do senhor professor doutor, de quem se colocou ao lado dele, de quem o apoiou, dos interesses que ele representava. Não me esqueço e cada vez mais gosto de me lembrar da sua derrota – dele e dos seus apoiantes.
O senhor professor doutor de há muito dá sinais de ser ter passado. Principalmente a partir do momento em que Mário Soares o meteu no bolso, fazendo dele presidente de uma inutilidade – a Assembleia Geral da ONU. Sua excelência julgou-se o maior do mundo e, a partir daí, transfigurou-se. Uns meses de luxo em Nova Iorque deram-lhe a volta à cabeça.
O senhor professor doutor, que nunca passou de um político mediano feito (ou tolerado) por Adelino Amaro da Costa, opina sobre tudo e sobre nada, cortou oportunisticamente com a sua família política – provavelmente até cortou duas vezes, a primeira das quais assim que acordou no dia 25 de Abril de 1974... –, colando-se ao sítio de onde pensa que lhe virão maiores vantagens.
É o perfeito idiota útil. Versão século XXI dos "compagnons de route" do ‘anti-fascismo’ comunista.
Tal como sempre desconfiei o senhor não presta para nada. Minto! Presta para isto...
Adenda: Depois de um curto raid sobre alguns blogs, e de reler o que escrevi, vejo-me obrigado a declarar, solenemente, que nunca jamais em tempo algum votei no perfeito idiota. O que escrevi foi motivado apenas pelo nojo que a personagem me provoca.
Uma ‘definição’, para começar. Os termos ‘idiota’ ou ‘idiotas’ a partir daqui usados são-no na acepção popular (de parvo e afins) e não na definição etimológica de ‘pessoa (ou pessoas) com ideias’.
Ouvi, e já li, sem espanto, que Freitas do Amaral anuncia que vai votar PS no próximo dia 20 de Fevereiro. O fundador do CDS, que se definiu então como "rigorosamente ao centro", um dos pais do segundo governo de Mário Soares, o homem que regressou à liderança do partido para o ajudar a conduzir à quase ínfima espécie, o homem que polarizou a direita contra a esquerda e foi derrotado por Mário Soares, é agora apoiante do PS de Sócrates.
O senhor professor doutor confirma assim um caminho que se adivinhava há muito e que teve um dos episódios mais visíveis na sua grandiosa peça de teatro em que tentou demarcar-se do regime anterior ao 25 de Abril de 1974.
O senhor professor doutor nunca foi homem da minha simpatia. Nunca gostei do seu ar meio beato meio farisaico, não me esqueço do seu papel no fim da AD, quando transformou uma pequena vitória eleitoral numa enorme derrota.
Não me esqueço dos contornos da campanha eleitoral presidencial do senhor professor doutor, de quem se colocou ao lado dele, de quem o apoiou, dos interesses que ele representava. Não me esqueço e cada vez mais gosto de me lembrar da sua derrota – dele e dos seus apoiantes.
O senhor professor doutor de há muito dá sinais de ser ter passado. Principalmente a partir do momento em que Mário Soares o meteu no bolso, fazendo dele presidente de uma inutilidade – a Assembleia Geral da ONU. Sua excelência julgou-se o maior do mundo e, a partir daí, transfigurou-se. Uns meses de luxo em Nova Iorque deram-lhe a volta à cabeça.
O senhor professor doutor, que nunca passou de um político mediano feito (ou tolerado) por Adelino Amaro da Costa, opina sobre tudo e sobre nada, cortou oportunisticamente com a sua família política – provavelmente até cortou duas vezes, a primeira das quais assim que acordou no dia 25 de Abril de 1974... –, colando-se ao sítio de onde pensa que lhe virão maiores vantagens.
É o perfeito idiota útil. Versão século XXI dos "compagnons de route" do ‘anti-fascismo’ comunista.
Tal como sempre desconfiei o senhor não presta para nada. Minto! Presta para isto...
Adenda: Depois de um curto raid sobre alguns blogs, e de reler o que escrevi, vejo-me obrigado a declarar, solenemente, que nunca jamais em tempo algum votei no perfeito idiota. O que escrevi foi motivado apenas pelo nojo que a personagem me provoca.
Auschwitz – eu estive lá
Passam hoje 60 anos sobre a libertação do campo da morte de Auschwitz-Birkenau pelas tropas russas. Auschwitz foi o principal campo de extermínio do regime nazi: em boa verdade, o complexo de Auschwitz eram três campos, o principal dos quais precisamente Birkenau.
Eu estive lá. Não me recordo precisamente do ano – sei que foi nos princípios dos anos 90 –, mas as impressões... essas estão cá todas. Quando lá cheguei, julguei que sabia o que ia encontrar. A segunda Guerra Mundial é um dos factos da História que mais me atrai e tenho lido quase tudo o que apanho sobre isso: seja de um lado ou do outro.
A primeira coisa de que me lembro é o ‘contexto’: uma visita de oito dias à Polónia, prémio alcançado num concurso de fotografia. Tal visita, oferta de uma agência de viagens, não era, afinal, mais que uma peregrinação católica aos principais locais de culto polacos, com destaque para Czestochowa – santuário mariano curiosa, e supostamente, visitado por Hitler, Himmler e companhia. A minha ‘companhia’, portanto, estava mais interessada nos locais de culto do que em campos de extermínio e se se interessou pela visita isso teve mais a ver com o martírio do padre Maximiliano Kolbe – uma das primeiras vítimas, do que pelo que Auschwitz significa de barbárie generalizada e perseguição a raças (fala-se muito dos judeus, mas esquecem-se os ciganos) ou convicções sociais e políticas.
Escrevia, ali em cima, que julgava saber o que ia encontrar. Não sabia...
"Arbeit macht frei"... "O trabalho liberta", numa tradução mais ou menos simplista... Este toque de hipocrisia, digamos assim, que nos recebe a encimar o portão é, digamos, o mínimo. O primeiro choque chega da direita, onde se reproduz, em fotografia, a orquestra de boas vindas aos novos ‘habitantes’.
Daí para a frente, o crescente de horror não pára até aos fornos crematórios. Os blocos de armazenagem de pessoas – ou dos seus restos vivos -, a ilustração do tratamento dado aos bens de quem chegava, aqui incluindo os próprios cabelos, a parede de fusilamentos, as celas de morte, os ‘balneários’ que atravessamos...
Não... ninguém está preparado!
Desconheço em que medida o percurso da visita foi estudado, mas acredito que está tudo previsto para que o horror seja crescente. Crescente até ao ponto de descompressão total. Pelo menos foi isso que aconteceu comigo: é indescritível a sensação de alívio que senti quando, mesmo no final da visita, paramos junto à forca onde morreu o último comandante do campo. Afinal, alguém pagou!
Birkenau, propriamente dito, pouco mais é que uma construção comprida cortada por um portão – precisamente o acesso ferroviário. Muito mais fotografado e divulgado do que Auschwitz propriamente dito, de Birkenau resta muito menos pois quase tudo era de madeira e não foi conservado.
O complexo de Auschwitz devia ser de visita obrigatória... para que se conheça até onde pode ir a barbárie. E para que as teorias ‘revisionistas’ não tivessem campo de propagação, como se vai vendo nos dias que correm. E, já agora, para que o conhecimento do que ali aconteceu servisse como forma de pressão para se saber se, efectivamente, os ‘aliados’ sabiam e podiam ter feito mais alguma coisa.
Em tempo: Há uma incorrecção ali em cima que é importante corrigir. A forca a que me refiro não é a do último comandante do campo, mas do primeiro. Rudolph Höss, de seu nome, executado em 1947.
Passam hoje 60 anos sobre a libertação do campo da morte de Auschwitz-Birkenau pelas tropas russas. Auschwitz foi o principal campo de extermínio do regime nazi: em boa verdade, o complexo de Auschwitz eram três campos, o principal dos quais precisamente Birkenau.
Eu estive lá. Não me recordo precisamente do ano – sei que foi nos princípios dos anos 90 –, mas as impressões... essas estão cá todas. Quando lá cheguei, julguei que sabia o que ia encontrar. A segunda Guerra Mundial é um dos factos da História que mais me atrai e tenho lido quase tudo o que apanho sobre isso: seja de um lado ou do outro.
A primeira coisa de que me lembro é o ‘contexto’: uma visita de oito dias à Polónia, prémio alcançado num concurso de fotografia. Tal visita, oferta de uma agência de viagens, não era, afinal, mais que uma peregrinação católica aos principais locais de culto polacos, com destaque para Czestochowa – santuário mariano curiosa, e supostamente, visitado por Hitler, Himmler e companhia. A minha ‘companhia’, portanto, estava mais interessada nos locais de culto do que em campos de extermínio e se se interessou pela visita isso teve mais a ver com o martírio do padre Maximiliano Kolbe – uma das primeiras vítimas, do que pelo que Auschwitz significa de barbárie generalizada e perseguição a raças (fala-se muito dos judeus, mas esquecem-se os ciganos) ou convicções sociais e políticas.
Escrevia, ali em cima, que julgava saber o que ia encontrar. Não sabia...
"Arbeit macht frei"... "O trabalho liberta", numa tradução mais ou menos simplista... Este toque de hipocrisia, digamos assim, que nos recebe a encimar o portão é, digamos, o mínimo. O primeiro choque chega da direita, onde se reproduz, em fotografia, a orquestra de boas vindas aos novos ‘habitantes’.
Daí para a frente, o crescente de horror não pára até aos fornos crematórios. Os blocos de armazenagem de pessoas – ou dos seus restos vivos -, a ilustração do tratamento dado aos bens de quem chegava, aqui incluindo os próprios cabelos, a parede de fusilamentos, as celas de morte, os ‘balneários’ que atravessamos...
Não... ninguém está preparado!
Desconheço em que medida o percurso da visita foi estudado, mas acredito que está tudo previsto para que o horror seja crescente. Crescente até ao ponto de descompressão total. Pelo menos foi isso que aconteceu comigo: é indescritível a sensação de alívio que senti quando, mesmo no final da visita, paramos junto à forca onde morreu o último comandante do campo. Afinal, alguém pagou!
Birkenau, propriamente dito, pouco mais é que uma construção comprida cortada por um portão – precisamente o acesso ferroviário. Muito mais fotografado e divulgado do que Auschwitz propriamente dito, de Birkenau resta muito menos pois quase tudo era de madeira e não foi conservado.
O complexo de Auschwitz devia ser de visita obrigatória... para que se conheça até onde pode ir a barbárie. E para que as teorias ‘revisionistas’ não tivessem campo de propagação, como se vai vendo nos dias que correm. E, já agora, para que o conhecimento do que ali aconteceu servisse como forma de pressão para se saber se, efectivamente, os ‘aliados’ sabiam e podiam ter feito mais alguma coisa.
Em tempo: Há uma incorrecção ali em cima que é importante corrigir. A forca a que me refiro não é a do último comandante do campo, mas do primeiro. Rudolph Höss, de seu nome, executado em 1947.
quinta-feira, novembro 11, 2004
Que raio de governo é este?
Isto está cada vez mais negro. Negro mesmo. Tão negro que até interrompo o silêncio de meses para desabafar.
Esta conjunto de pessoas que nos governa não tem ponta por onde se pegue. Olhando à volta, só se vêem disparates, protecção dos maiores, pé em cima dos pequenos.
Sobre as interferências na comunicação social já se escreveu o suficiente... Sobre o gajo das Finanças, fica aí atrás...
São tantas e tantas, que não é possível batê-las todas. Uma das últimas tem a ver com o encerramento de um número não especificado de maternidades, evidentemente no interior. Diz o tipo que ‘faz de’ ministro ser impossível manter equipas que não façam xis partos por ano: que perdem ‘qualificações’, blá, blá.
Então, obrigam-se as grávidas a fazer não sei quantos quilómetros (sim, bem sei que agora a distância se mede em unidades de tempo, mas no interior as coisas não são bem assim), porque serão melhor assistidas.
Tá-se a ver a coisa...
Para já, vão aumentar os nascimentos a bordo de ambulâncias. Depois, imagine-se o que esta medida vai ajudar a estancar a desertificação e a incentivar a ‘deslocalização’ de pessoas para aquelas zonas!
Começaram por fechar as escolas. Agora são as maternidades... O futuro é brilhante! Como as mentes que parem estas políticas...
Isto está cada vez mais negro. Negro mesmo. Tão negro que até interrompo o silêncio de meses para desabafar.
Esta conjunto de pessoas que nos governa não tem ponta por onde se pegue. Olhando à volta, só se vêem disparates, protecção dos maiores, pé em cima dos pequenos.
Sobre as interferências na comunicação social já se escreveu o suficiente... Sobre o gajo das Finanças, fica aí atrás...
São tantas e tantas, que não é possível batê-las todas. Uma das últimas tem a ver com o encerramento de um número não especificado de maternidades, evidentemente no interior. Diz o tipo que ‘faz de’ ministro ser impossível manter equipas que não façam xis partos por ano: que perdem ‘qualificações’, blá, blá.
Então, obrigam-se as grávidas a fazer não sei quantos quilómetros (sim, bem sei que agora a distância se mede em unidades de tempo, mas no interior as coisas não são bem assim), porque serão melhor assistidas.
Tá-se a ver a coisa...
Para já, vão aumentar os nascimentos a bordo de ambulâncias. Depois, imagine-se o que esta medida vai ajudar a estancar a desertificação e a incentivar a ‘deslocalização’ de pessoas para aquelas zonas!
Começaram por fechar as escolas. Agora são as maternidades... O futuro é brilhante! Como as mentes que parem estas políticas...
Sua eminência o fariseu
O ministro das Finanças que temos que aturar voltou a fazer das suas.
Numa intervenção que creio ninguém ter percebido na plenitude – o que, além do mais, seria um risco porque naturalmente será desmentida nas próximas horas – veio ‘corrigir’ algumas ideias feitas sobre a descida do IRS.
Afinal (?!), os respectivos efeitos não se fazem sentir no próximo ano, mas sim (?!) faseadamente em 2005 e 2006.
Para lá de todos os ziguezagues deste governo e dos constantes desmentidos, confirmações e infirmações, há algo na actuação deste fariseu com cara de rato de sacristia que me provoca asco. ‘Sua excelência’ aparece sempre com um ar seráfico, como se estivesse permanentemente torturado pela consciência quando se vê forçado a tomar certas decisões.
É insuportável, a criatura! Típica figura do ‘católico’ português, que é muito da igreja, onde deve bater imenso com a mão no peito, ‘papar’ umas hóstias e falar imenso com os padres...
Cá fora, então, revela-se na plenitude. Lembram-se do ‘código do trabalho’ e de outros ‘assaltos’ aos trabalhadores? Lembram-se quem arranjou emprego à Celeste Cardona (como e quanto)?
E lembram-se da entidade bancária com que está a ser negociada uma coisa qualquer que vai deixar lucros importantes? Pois, exactamente, precisamente com o seu ex-patrão...
O ministro das Finanças que temos que aturar voltou a fazer das suas.
Numa intervenção que creio ninguém ter percebido na plenitude – o que, além do mais, seria um risco porque naturalmente será desmentida nas próximas horas – veio ‘corrigir’ algumas ideias feitas sobre a descida do IRS.
Afinal (?!), os respectivos efeitos não se fazem sentir no próximo ano, mas sim (?!) faseadamente em 2005 e 2006.
Para lá de todos os ziguezagues deste governo e dos constantes desmentidos, confirmações e infirmações, há algo na actuação deste fariseu com cara de rato de sacristia que me provoca asco. ‘Sua excelência’ aparece sempre com um ar seráfico, como se estivesse permanentemente torturado pela consciência quando se vê forçado a tomar certas decisões.
É insuportável, a criatura! Típica figura do ‘católico’ português, que é muito da igreja, onde deve bater imenso com a mão no peito, ‘papar’ umas hóstias e falar imenso com os padres...
Cá fora, então, revela-se na plenitude. Lembram-se do ‘código do trabalho’ e de outros ‘assaltos’ aos trabalhadores? Lembram-se quem arranjou emprego à Celeste Cardona (como e quanto)?
E lembram-se da entidade bancária com que está a ser negociada uma coisa qualquer que vai deixar lucros importantes? Pois, exactamente, precisamente com o seu ex-patrão...
quinta-feira, julho 29, 2004
Que raio de nome!
O Benfica (que já tem o campeonato "no papo", como de costume) parece que comprou hoje mais um avançado. Vem daquela grande potência do futebol chamada Noruega e responde como Azar Karadas.
Está-se mesmo a ver como a malta o vai chamar, nem que seja depois do Benfica não ganhar e o rapaz falhar golos... basta acrescentar um 'r': Azar às Karradas.
O Benfica (que já tem o campeonato "no papo", como de costume) parece que comprou hoje mais um avançado. Vem daquela grande potência do futebol chamada Noruega e responde como Azar Karadas.
Está-se mesmo a ver como a malta o vai chamar, nem que seja depois do Benfica não ganhar e o rapaz falhar golos... basta acrescentar um 'r': Azar às Karradas.
Política à brasileira
O presidente do Brasil, Lula da Silva, está de visita a Cabo Verde (desconfio que tentando ocupar mais um bocadinho do espaço que Portugal devia procurar...) e fez um discurso no Parlamento lá do sítio.
A acreditar nas agências noticiosas, Sª Exª defendeu a "democratização" do Conselho de Segurança das Nações Unidas e, ao mesmo tempo, agradeceu o apoio de Cabo verde à candidatura do Brasil a um lugar de membro permanente do tal Conselho de Segurança.
Estão a ver a mesma "democratização" que eu?
O presidente do Brasil, Lula da Silva, está de visita a Cabo Verde (desconfio que tentando ocupar mais um bocadinho do espaço que Portugal devia procurar...) e fez um discurso no Parlamento lá do sítio.
A acreditar nas agências noticiosas, Sª Exª defendeu a "democratização" do Conselho de Segurança das Nações Unidas e, ao mesmo tempo, agradeceu o apoio de Cabo verde à candidatura do Brasil a um lugar de membro permanente do tal Conselho de Segurança.
Estão a ver a mesma "democratização" que eu?
quarta-feira, julho 28, 2004
Que felicidade!
Não estou gordo, não tenho barriga e não morrerei de enfarto de miocárdio ou qualquer outro mal de origem cardiovascular... Estou transformado!
Para que isto acontecesse - e me sentisse muito mais feliz - bastaram-me alguns segundos dos poucos minutos que dediquei à leitura da revista "Focus" de hoje.
Pois é verdade! Uma pequena notícia - "boa", escrevem eles - no canto superior direito da página 89 mostrou-me que, afinal, estou no bom caminho. Querem v(l)er? "Uma equipa de cientistas da University College de Londres descobriu que a cerveja previne a ocorrência de enfartes de miocárdio e que os consumidores regulares desta bebida alcoólica têm menos probabilidades de sofrer de doenças cardiovasculares do que os abstémios. O estudo britânico, apresentado em Lisboa, conclui também que a cerveja não engorda nem faz barriga".
Yupiiiiiiiiiii! Venham então de lá essas Super Bock, Sagres, Cintra, ou quaisquer outras. Vivam a Guiness e a Estella Damm, a Kronnenburg e a Heineken. De lata, de garrafa ou a copo, loira ou preta, mas sempre fresca e viva, com espuma qb!
E a quem me disser que estou um pouco gordo ou que tenho "barriga de cerveja", dir-lhe-ei que não é doença. É tratamento preventivo...
Não estou gordo, não tenho barriga e não morrerei de enfarto de miocárdio ou qualquer outro mal de origem cardiovascular... Estou transformado!
Para que isto acontecesse - e me sentisse muito mais feliz - bastaram-me alguns segundos dos poucos minutos que dediquei à leitura da revista "Focus" de hoje.
Pois é verdade! Uma pequena notícia - "boa", escrevem eles - no canto superior direito da página 89 mostrou-me que, afinal, estou no bom caminho. Querem v(l)er? "Uma equipa de cientistas da University College de Londres descobriu que a cerveja previne a ocorrência de enfartes de miocárdio e que os consumidores regulares desta bebida alcoólica têm menos probabilidades de sofrer de doenças cardiovasculares do que os abstémios. O estudo britânico, apresentado em Lisboa, conclui também que a cerveja não engorda nem faz barriga".
Yupiiiiiiiiiii! Venham então de lá essas Super Bock, Sagres, Cintra, ou quaisquer outras. Vivam a Guiness e a Estella Damm, a Kronnenburg e a Heineken. De lata, de garrafa ou a copo, loira ou preta, mas sempre fresca e viva, com espuma qb!
E a quem me disser que estou um pouco gordo ou que tenho "barriga de cerveja", dir-lhe-ei que não é doença. É tratamento preventivo...
segunda-feira, julho 26, 2004
Aniversário falhado
Sou um bloguista que nem de trazer por casa. Vejam lá, que só hoje reparei que o "Voo" nasceu há um mês e um dia!...
E nem um postzito... Não há direito. Espero que o blog não tenha o hábito de percorrer a blogosfera, porque de contrário excomunga-me.
Mil desculpas, "O voo do mocho", por ter esquecido que nasceste a 25 de Junho.
Sou um bloguista que nem de trazer por casa. Vejam lá, que só hoje reparei que o "Voo" nasceu há um mês e um dia!...
E nem um postzito... Não há direito. Espero que o blog não tenha o hábito de percorrer a blogosfera, porque de contrário excomunga-me.
Mil desculpas, "O voo do mocho", por ter esquecido que nasceste a 25 de Junho.
Voltou a guerra do costume
Pois... dois ou três dias de calor, e aí estão os fogos, de novo.
As imagens que acabei de ver são impressionantes, como são impressionantes os "sons": as cores do fogo são até (perigosamente) atraentes, mas as queixas e as lágrimas de quem perdeu tudo ou parte do património creio que impressionam qualquer um.
Mas há uma coisa que me continua a intrigar: ninguém, mas ninguém, faz referência à incúria das pessoas. Há uma lei - e que não houvesse... bastava o bom senso - que obriga a limpar a vegetação num "raio" de 50 metros à volta de habitações e outros edifícios, mas ninguém (ou quase ninguém) a cumpre...
Continuamos a falar de falta de meios, de atrasos na chegada dos bombeiros, se os membros do Governo estiveram ou não estiveram, mas da incúria da maioria nem uma palavra.
Até será verdade que os meios sejam poucos, que alguns bombeiros chegam tarde e/ou não sabem o que andam a fazer, mas verdade indesmentível é que, se não hovesse a tal vegetação, as casas e outros imóveis não ardiam.
Assim, com o tipo de povoamentos florestais que temos, com a dimensão da propriedade, com o clima e com incendiários "catedráticos", não há meios e homens que cheguem.
Pois... dois ou três dias de calor, e aí estão os fogos, de novo.
As imagens que acabei de ver são impressionantes, como são impressionantes os "sons": as cores do fogo são até (perigosamente) atraentes, mas as queixas e as lágrimas de quem perdeu tudo ou parte do património creio que impressionam qualquer um.
Mas há uma coisa que me continua a intrigar: ninguém, mas ninguém, faz referência à incúria das pessoas. Há uma lei - e que não houvesse... bastava o bom senso - que obriga a limpar a vegetação num "raio" de 50 metros à volta de habitações e outros edifícios, mas ninguém (ou quase ninguém) a cumpre...
Continuamos a falar de falta de meios, de atrasos na chegada dos bombeiros, se os membros do Governo estiveram ou não estiveram, mas da incúria da maioria nem uma palavra.
Até será verdade que os meios sejam poucos, que alguns bombeiros chegam tarde e/ou não sabem o que andam a fazer, mas verdade indesmentível é que, se não hovesse a tal vegetação, as casas e outros imóveis não ardiam.
Assim, com o tipo de povoamentos florestais que temos, com a dimensão da propriedade, com o clima e com incendiários "catedráticos", não há meios e homens que cheguem.
sexta-feira, julho 16, 2004
Que governo vem aí?
Já estou fora do prazo de validade para comentar a situação criada pela "promoção" do ex-primeiro Durão Barroso. Qual bola de neve, e quando alguns esfregavam as mãos de contentes pela bagunça que se abria à direita, eis que foi a parede da sede do PS que levou a bolada. Mas isso já lá vai e os socialistas já fazem fila para a profissão de fé socrática.
Do outro lado - o poder sempre temperou os psd's - vai-se assistindo ao desfile de nomes para os ministérios diversos. Depois do Santana Lopes - que por si só já não augura nada de bom -, veio o Bagão - que também é perfeitamente dispensável -, o António Monteiro, o António Mexia e o Álvaro Barreto - que, pessoalmente, também mantinha onde está e longe de S. Bento. Há poucos minutos ouvi (com citação à TSF) que o Ambiente vai ser entregue ao Nobre Guedes, rapaz certamente muito prendado mas que desconfio nem sequer saiba o que é um ecoponto...
A coisa não promete nada de particularmente atraente e as críticas e receios do Pacheco Pereira parecem-me certeiras e premonitórias.
Já estou fora do prazo de validade para comentar a situação criada pela "promoção" do ex-primeiro Durão Barroso. Qual bola de neve, e quando alguns esfregavam as mãos de contentes pela bagunça que se abria à direita, eis que foi a parede da sede do PS que levou a bolada. Mas isso já lá vai e os socialistas já fazem fila para a profissão de fé socrática.
Do outro lado - o poder sempre temperou os psd's - vai-se assistindo ao desfile de nomes para os ministérios diversos. Depois do Santana Lopes - que por si só já não augura nada de bom -, veio o Bagão - que também é perfeitamente dispensável -, o António Monteiro, o António Mexia e o Álvaro Barreto - que, pessoalmente, também mantinha onde está e longe de S. Bento. Há poucos minutos ouvi (com citação à TSF) que o Ambiente vai ser entregue ao Nobre Guedes, rapaz certamente muito prendado mas que desconfio nem sequer saiba o que é um ecoponto...
A coisa não promete nada de particularmente atraente e as críticas e receios do Pacheco Pereira parecem-me certeiras e premonitórias.
Diário de viagem
Aqui podem consultar as minhas notas de viagem das férias deste ano. Boa viagem também para vocês
Aqui podem consultar as minhas notas de viagem das férias deste ano. Boa viagem também para vocês
segunda-feira, abril 12, 2004
sexta-feira, março 12, 2004
quinta-feira, março 11, 2004
Hoje somos todos espanh�is
"Matanza de ETA en Madrid". O "El Pa�s" escolheu aquele t�tulo para abrir um trabalho not�vel sobre os crimes terroristas em Madrid. Vim aqui s� dizer um lugar comum e registar toda a repulsa por actos equivalentes. Seja em Espanha, nos EUA, no Iraque, em Israel ou nos territ�rios palestinianos, onde quer que seja.
Estou a seguir a SIC Not�cias e deixem-me que vos diga que os coment�rios dos l�deres parlamentares na Assembleia da Rep�blica metem nojo: tanta hipocrisia...
"Matanza de ETA en Madrid". O "El Pa�s" escolheu aquele t�tulo para abrir um trabalho not�vel sobre os crimes terroristas em Madrid. Vim aqui s� dizer um lugar comum e registar toda a repulsa por actos equivalentes. Seja em Espanha, nos EUA, no Iraque, em Israel ou nos territ�rios palestinianos, onde quer que seja.
Estou a seguir a SIC Not�cias e deixem-me que vos diga que os coment�rios dos l�deres parlamentares na Assembleia da Rep�blica metem nojo: tanta hipocrisia...
quarta-feira, março 10, 2004
quarta-feira, dezembro 31, 2003
quinta-feira, novembro 27, 2003
Volta a Portugal em disparates
A Agência Lusa disponibilizou hoje um conjunto de "notícias" sobre as oito cidades e dez estádios que vão acolher a fase final do Euro 2004.
Tenho, por razões profissionais, acesso ao trabalho daquela agência noticiosa. Todos os dias passo os olhos pelo material disponibilizado. E o que vi hoje deixou-me à beira da gargalhada: aquilo é uma verdadeira volta a Portugal em disparates.
Querem ler algumas pérolas? Cá vai:
Faro: dista cerca de 290 km de Lisboa (...) Por auto-estrada chega-se da capital através da A2 (auto-estrada do Sul) que quase que as serve. O recurso ao IC1 e ao IP4 são boas opções complementares.
Leiria: cidade de interior, fica no entanto relativamente perto da costa. A 25 km de Leiria encontra-se o santuário de Fátima, um dos mais conhecidos do culto mariânico.
Coimbra: A cidade, da província da Beira Litoral, situa-se bem na região centro do país, quase no litoral. Cresceu nas margens do rio Mondego, tendo a jusante a Figueira da Foz.
Aveiro: Situa-se na região Norte de Portugal, um pouco a Sul do Porto (Beira Litoral). Localidade costeira, com um porto de mar importante até ao início do século passado, é marcada pela ria, onde desaguam vários rios, o maior dos quais o Vouga.
Nem sei bem como classificar o trabalho da Lusa. É impossível perceber onde foi o jornalista (sempre o mesmo) inspirar-se para escrever aquilo tudo.
Aqueles textos correm, a esta hora, muitas redacções de jornais, rádios e televisões quer por cá quer pela Europa (pelo menos).
Desgraçados dos turistas que acreditem no que vão ler, ver ou ouvir...
A Agência Lusa disponibilizou hoje um conjunto de "notícias" sobre as oito cidades e dez estádios que vão acolher a fase final do Euro 2004.
Tenho, por razões profissionais, acesso ao trabalho daquela agência noticiosa. Todos os dias passo os olhos pelo material disponibilizado. E o que vi hoje deixou-me à beira da gargalhada: aquilo é uma verdadeira volta a Portugal em disparates.
Querem ler algumas pérolas? Cá vai:
Faro: dista cerca de 290 km de Lisboa (...) Por auto-estrada chega-se da capital através da A2 (auto-estrada do Sul) que quase que as serve. O recurso ao IC1 e ao IP4 são boas opções complementares.
Leiria: cidade de interior, fica no entanto relativamente perto da costa. A 25 km de Leiria encontra-se o santuário de Fátima, um dos mais conhecidos do culto mariânico.
Coimbra: A cidade, da província da Beira Litoral, situa-se bem na região centro do país, quase no litoral. Cresceu nas margens do rio Mondego, tendo a jusante a Figueira da Foz.
Aveiro: Situa-se na região Norte de Portugal, um pouco a Sul do Porto (Beira Litoral). Localidade costeira, com um porto de mar importante até ao início do século passado, é marcada pela ria, onde desaguam vários rios, o maior dos quais o Vouga.
Nem sei bem como classificar o trabalho da Lusa. É impossível perceber onde foi o jornalista (sempre o mesmo) inspirar-se para escrever aquilo tudo.
Aqueles textos correm, a esta hora, muitas redacções de jornais, rádios e televisões quer por cá quer pela Europa (pelo menos).
Desgraçados dos turistas que acreditem no que vão ler, ver ou ouvir...
domingo, novembro 23, 2003
Maria Rita
Fantástico! "Encontros e despedidas" - original de Milton Nascimento - interpretado por Maria Rita. Vim aqui de propósito só para vos dizer isto.
Maria Rita, filha de Elis Regina, gravou agora o seu primeiro disco, aos 26 anos (creio), e está a fazer sucesso no Brasil. O CD chegou agora a Portugal e fui a correr comprá-lo. Estou agora a ouvi-lo com atenção e digo-vos que é verdadeiro o ditado popular: "quem sai aos seus..."
Maria Rita é dona de uma voz fabulosa. Como a mãe.
Fantástico! "Encontros e despedidas" - original de Milton Nascimento - interpretado por Maria Rita. Vim aqui de propósito só para vos dizer isto.
Maria Rita, filha de Elis Regina, gravou agora o seu primeiro disco, aos 26 anos (creio), e está a fazer sucesso no Brasil. O CD chegou agora a Portugal e fui a correr comprá-lo. Estou agora a ouvi-lo com atenção e digo-vos que é verdadeiro o ditado popular: "quem sai aos seus..."
Maria Rita é dona de uma voz fabulosa. Como a mãe.
quinta-feira, novembro 20, 2003
"Irreverentes"
Só hoje me apercebi da extensão do comportamento dos meninos da selecção de futebol sub-21 depois do jogo em França.
As imagens que vi são bem ilustrativas da barbaridade de uns quantos imbecis arvorados em vedetas nacionais e, já, internacionais do chuto na bola. No mínimo, e sem castigos internacionais, nunca mais vestiam a camisola da selecção nacional.
Li também que a Federação de Futebol garante que os meninos vão pagar os estragos, pedir desculpas, sei lá mais o quê.
Mas ouvi agora numa televisão qualquer o presiente da federação garantir que vai exigir um pedido formal de desculpas ao seleccionador francês, porque este terá dito que os portugueses não estavam no seu estado normal.
É preciso lata!
O episódio de terça-feira, e dias seguintes, em França é bem elucidativo do que é o futebol: primeiro, os meninos partiram o balneário todo; depois, o selecionador francês vem com aquela do "estado normal" e fala numa seringa esquecida no balneário; em resposta, o médico da selecção nacional responde para garantir que o que estará na seringa é um anti-inflamatório; por fim, o presidente da Federação exige desculpas.
Isto é o que eu conheço, porque há ainda uma referência qualquer ao facto dos responsáveis portugueses tere, recusado um qualquer controlo anti-doping.
Tudo muito "instrutivo", especialmente quando envolve jovens com 21 anos ou menos.
Depois queixam-se, ou remetem para a "irreverência"...
Só hoje me apercebi da extensão do comportamento dos meninos da selecção de futebol sub-21 depois do jogo em França.
As imagens que vi são bem ilustrativas da barbaridade de uns quantos imbecis arvorados em vedetas nacionais e, já, internacionais do chuto na bola. No mínimo, e sem castigos internacionais, nunca mais vestiam a camisola da selecção nacional.
Li também que a Federação de Futebol garante que os meninos vão pagar os estragos, pedir desculpas, sei lá mais o quê.
Mas ouvi agora numa televisão qualquer o presiente da federação garantir que vai exigir um pedido formal de desculpas ao seleccionador francês, porque este terá dito que os portugueses não estavam no seu estado normal.
É preciso lata!
O episódio de terça-feira, e dias seguintes, em França é bem elucidativo do que é o futebol: primeiro, os meninos partiram o balneário todo; depois, o selecionador francês vem com aquela do "estado normal" e fala numa seringa esquecida no balneário; em resposta, o médico da selecção nacional responde para garantir que o que estará na seringa é um anti-inflamatório; por fim, o presidente da Federação exige desculpas.
Isto é o que eu conheço, porque há ainda uma referência qualquer ao facto dos responsáveis portugueses tere, recusado um qualquer controlo anti-doping.
Tudo muito "instrutivo", especialmente quando envolve jovens com 21 anos ou menos.
Depois queixam-se, ou remetem para a "irreverência"...
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